Você sabia?
Queijo quente
A fondue não nasceu de uma grande idéia de um chef de cozinha, mas da necessidade (e da criatividade) de camponeses suíços de dar um jeito num superestoque de queijos que não foi vendido por falta de comprador? Há mais ou menos 700 anos, em várias regiões do país, os camponeses produziram mais queijo do que conseguiram vender. Veio o frio e os queijos fabricados endureceram a ponto de ir para o lixo. No ano seguinte, para evitar possíveis perdas, a comunidade se reuniu e alguém teve uma idéia de gênio: por que não derreter o estoque guardado e, para sua melhor conservação, adicionar à massa de queijo fundido algum tipo de bebida alcoólica? Com o frio, a mistura de queijos derretidos endureceria, é certo. Mas para reutilizá-la era só colocar a fondue (fundido) na panela. A primeira receita de fondue aconteceu em um gigantesco caldeirão, no qual os habitantes do povoado colocaram seus queijos e Kirsh, uma bebida destilada, feita de cerejas, própria do local. A fim de experimentar o sabor, um cidadão mergulhou no queijo derretido um espeto com um pedaço de pão na ponta, e pronto! Tinha acabado de “nascer” o prato mais famoso da Suíça.
Caneta rolante
A esferográfica, quem diria, no ano que vem comemora 70 anos do seu nascimento. Ela surgiu em 1938 quando o jornalista húngaro László Biró, com seu irmão György, criou uma caneta recarregável com ponta em forma de esfera móvel que, ao girar, distribuía tinta de modo uniforme no papel. O jornalista patenteou e começou a fabricar sua caneta esferográfica na Argentina, onde se fixou a partir de 1940. Em 1945 as primeiras canetas desse tipo foram vendidas com muito sucesso no mercado americano, mas como não funcionavam bem logo caíram no esquecimento. Cinco anos depois, o barão francês Marcel Bich introduziu a esferográfica “BIC” na Europa. Mas só em 1959, depois de uma tremenda campanha publicitária de tevê, a caneta esferográfica BIC estourou a boca do balão nos Estados Unidos. No Brasil, ela também começou a fazer sucesso a partir de 1961. Por custar barato, substituiu as canetas de penas metálicas que ainda eram usadas na escola.
Cocoricó!
Os índios brasileiros nem sonhavam que poderia existir no mundo uma ave como a galinha. As primeiras chegaram ao Brasil em 1532, trazidas por Martim Afonso de Souza, e desembarcaram em São Vicente. Os nativos tiveram tanto medo dos bichos que, segundo o escrivão da frota, não colocavam as mãos nas penosas nem por decreto. Em compensação, os portugueses adoravam comer galinha de tudo quanto é jeito. Tanto é que a famosa canja foi inventada na Índia, mas tornou-se popular entre nós devido aos colonizadores, que trouxeram a receita de lá para cá. Canja vem do nome original do prato indiano kanji.
Nomes trocados
Todo mundo sabe que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral, certo? Não é bem assim, dizem alguns pesquisadores. Acontece que Pedro era o segundo dos sete filhos de Fernão Cabral e Isabel de Gouveia. Devido à sua posição na família, de acordo com os estudiosos, ele não poderia usar o sobrenome do pai. Isso era privilégio apenas do filho mais velho. Alguns estudiosos dizem que, quando ele descobriu o Brasil, deveria usar apenas o sobrenome da mãe, que era Gouveia. Segundo esses mesmos estudiosos, Pedro Álvares só teve o direito de assinar Cabral depois da morte de seu irmão mais velho, João, que aconteceu por volta de 1508.
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