Você sabia?
Superstições no cardápio
Você já ouviu falar que vinho derramado na toalha é sinal de alegria? Já o sal esparramado na mesa, ao contrário, indica má sorte? Conheça outras crendices que atravessaram os séculos até os dias de hoje:
• Farinha no chão é sinal de fartura. Dinheiro em cima da mesa de comida é sinal de miséria.
• Pegue o prato com a mão direita e devolva com a mão esquerda. A direita é a mão da bênção pelo prato estar cheio. A esquerda significa a tristeza pelo prato vazio.
• Você fica sabendo os segredos de uma pessoa se beber do copo dela.
• Mesmo que haja um convidado à mesa, o primeiro pedaço deve ser oferecido ao dono da casa para que ele não sofra nenhum infortúnio.
• Só uma pessoa mexe a comida, senão ela fica sem gosto.
• Não se deixa a colher dentro da panela nem descansando na borda para não atrasar o preparo do prato.
• Não passe o sal diretamente para a mão de quem pede. Dá azar. Coloque-o na mesa.
Um gênio incomparável
Pintor, cenógrafo, escultor, inventor e, ainda por cima, bonito. Possuía uma excelente voz para cantar, era forte e dono de um coração generoso que o obrigava a comprar animais na feira para depois deixá-los viver em liberdade. Sim. Esse homem existiu e respondia pelo nome de Leonardo da Vinci. Mas, além de ser genial no manejo dos pincéis, da Vinci foi um gênio em semear mistérios a respeito de suas pinturas, principalmente em seu quadro mais famoso, Monalisa. Há séculos, historiadores do mundo inteiro discutem o enigma de seu sorriso. Veja algumas teorias:
• A moça do quadro chamava-se Gioconda e sorria assim por estar grávida, mas ninguém sabia.
• Monalisa seria o retrato do próprio Leonardo da Vinci quando moço.
• Dizem que era a imagem da mãe que perdeu o filho.
• Outros juram que ela sofria de dor de dente.
• O mais provável é que o marido de Lisa, o milionário florentino Francesco del Giocondo, muito mais velho do que ela, morria de ciúme e não a deixava sair de casa. Daí o sorriso contido e o ar de tristeza.
Olhos de gata
Em 1372 antes de Cristo, quando a rainha Nefertiti se casou com o faraó Amenófis IV, a mulher egípcia se lavava toda manhã com água e carbonato de cal e esfregava o corpo com uma pasta de argila retirada do lodo do Rio Nilo para manter a pele jovem? Os olhos eram maquiados com kajal, como mostram as estátuas. Até os escravos pintavam os olhos. Na verdade, a pintura tinha mais a ver com a saúde dos olhos do que com a vaidade. O kajal, feito à base de um pó de carvão, protegia os olhos do efeito dos raios solares. Funcionava como óculos de sol para proteger a córnea de queimaduras. E o pó de carvão também ajudava a proteger os olhos de uma infecção muito comum na época.
Receita maluca
Na Idade Média, a moda entre as mulheres era mostrar uma testa enorme (a linha dos cabelos começava no meio da cabeça) e madeixas loiras? Para isso, as mulheres usavam um preparado de arrepiar o couro cabeludo. Veja os ingredientes: sulfureto de arsênico (veneno), cal viva e ungüentos, que eram pomadas feitas com cinza de ouriço, sangue de morcego, asas de abelha, mercúrio e baba de lesma. Essa gororoba servia para depilar, polir e branquear a testa. Depois, uma mistura feita com lagartos verdes mergulhados no óleo de noz e enxofre clareava os cabelos. Gostou?
Olla, Che, que tal?
No Rio Grande do Sul, a palavra che, usada para exprimir espanto, dúvida ou, então, no sentido de companheiro, amigo (o mesmo que o meu do paulista ou o cara do carioca), veio importada do Uruguai e da Argentina. Alguns lingüistas dizem que a expressão se origina da língua tupi-guarani e significa eu ou meu. Entretanto, outros estudiosos não concordam e afirmam que che veio da palavra xe, usada em algumas regiões da Espanha, que também quer dizer camarada.
Brinquedinho perigoso
Nas Filipinas, o ioiô nasceu como arma? A peça principal era uma pedra de 2 quilos, amarrada a uma corda de 6 metros. Os filipinos lançavam o ioiô, que, quando voltava, se enroscava nas pernas do animal a ser caçado ou, então, derrubava o inimigo. Em 1920, um filipino chamado Pedro Flores mudou-se para os Estados Unidos e começou a fabricar um mecanismo parecido, mas muito menor, para as crianças se divertirem. Pedro usou o mesmo nome de sua terra natal: Yo-yo, que significa vem-vem.
Sem broncas
Os ditados populares já eram usados pelos sábios da China e da Grécia para ensinar as pessoas sem, entretanto, passar sermão? São sentenças pequenas, em geral, bem-humoradas. Veja alguns exemplos:
• Amor de verão não sobe a serra.
• As paredes têm ouvidos.
• Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.
• Cada doido com sua mania.
• Devagar se vai longe.
• É melhor prevenir do que remediar. |