Você sabia?
Vai uma car teira aí, freguesa?
A palavra camelô vem do árabe khamlat. Esse era o nome que se dava aos tecidos rústicos vendidos em feiras livres e oferecidos aos berros pelos vendedores. Mas foi na França que o verbo cameloter, que quer dizer vender quinquilharias, coisas de pouco valor, ganhou fama. Daí, para surgir a palavra camelô, um vendedor ambulante que sempre escolhe ruas de bastante movimento para oferecer seus produtos, foi um pulo.
O nosso pão de cada dia
Ninguém sabe dizer ao certo quando pintou o primeiro padeiro da humanidade, porém os pesquisadores acreditam que o pão surgiu há 12 mil anos na Mesopotâmia, quando os povos da região começaram a cultivar o trigo. As primeiras receitas eram difíceis de engolir. A mistura feita com farinha extraída do trigo misturada aos frutos do carvalho deixavam a massa dura, seca e muito amarga. Antes de assar os pães sobre pedras ou embaixo de cinzas, era preciso lavar a massa várias vezes com água fervente. Só assim dava para comer. Levou quase 5 mil anos para que a receita de pão chegasse mais ou menos ao que é hoje, quando os egípcios ‘inventaram’ o fermento para fazer crescer a massa e construíram o primeiro forno de barro de que se tem notícia.
A história dos naipes
Dizem as pesquisas que quem inventou o baralho foi um pintor francês chamado Jacquemin Gringonneur. Ele dividiu as cartas do jogo em quatro partes, cada uma representada por um naipe. Segundo a história, cada símbolo representava uma classe social. Assim, a copas (coração) simbolizava o clero, constituído pelos padres, o ouro (balão), pelos comerciantes ricos, a espada, os militares. Por fi m, o naipe de paus representava os camponeses. As fi guras foram inspiradas em personagens históricos ou bíblicos. O rei de Ouros era o imperador romano Júlio César. O de Espadas o rei Davi dos hebreus, o de Copas simbolizava o conquistador Carlos Magno e o de Paus, Alexandre, o Grande. As rainhas do baralho também tiveram suas musas inspiradoras. A dama de Ouros era o símbolo de Raquel, enquanto a de Copas foi inspirada em Judite, ambas personagens bíblicas. A dama de Espadas era o “retrato” da deusa grega Atena e a de paus a Rainha Elizabeth I, da Inglaterra.
Está chovendo bicho!
Você já imaginou estar passeando e, de repente, ser surpreendida por uma tremenda chuva, na qual, em vez de cair água, despenca ratos, peixes e até pássaros. Pois, acredite se quiser, esse fenômeno bizarro já aconteceu várias vezes em algumas regiões do planeta ao longo da história. Em 1568 em Bargen, na Noruega, choveu ratos. Na cidade inglesa de Essex ocorreu uma chuva de salmões, arenques e merluzas que os comerciantes, muito espertos, venderam na feira local. Em compensação, os norte-americanos da cidade de Marphis, em 1877, não gostaram nadinha quando viram cobras com quase meio metro despencando dos céus. Há pouco tempo, em 2006, em Schenectady, uma cidade do estado de Nova York, aconteceu uma chuva de pássaros em frente a um hospital da cidade. Em alguns casos, os animais conseguem sobreviver à queda, mas em outros, morrem congelados e vêm “embalados” em blocos de gelos, devido às grandes altitudes das nuvens de onde despencam, cuja temperatura chega a ser abaixo de 0º C. Cientistas explicam que essas chuvas estranhas são provocadas pelos fortíssimos ventos dos tornados que, por onde passam, carregam esses pequenos animais para o alto do funil. Porém, quando os ventos perdem a força, peixes, sapos, rãs ou cobras, acabam por cair, muitas vezes, a muitos quilômetros de onde pegaram carona no furacão.
Boquinhas pintadas
O uso do batom é um dos hábitos mais antigos entre as mulheres. O costume de colorir a boca nasceu no Egito, com a rainha egípcia Nefertite, mil anos antes de Cleópatra vir ao mundo no ano 70 a.C.
• Para deixar a boca mais bonita, as garotas egípcias usavam pigmentos extraídos de plantas, de rochas ou mesmo de frutos como amoras.
• Já as meninas gregas apelavam para uma raiz vermelha chamada polderos, que depois de triturada era misturada com mel para deixar os lábios brilhantes e úmidos.
• No século 13 (1200 a 1299), um monge italiano da cidade de Piza descobriu o carmim de Cochinella, pigmento vermelho que não dissolvia em água.
• Mas foi no início do século XX que Rhocopis, um perfumista francês, inventou o batom em bastão, uma massa feita de talco, óleo de amêndoas, essências de bergamota (mexerica) e limão vermelho, muito macio devido à gordura de cervo, um animal parente da rena do Papai Noel.
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