Pára com esse barulho, rapaz! Na mata, quem ouve um grito estrondoso do bugio, nem imagina que por trás da algazarra, existe um macaco tímido, que vive em pequenos grupos e é chefiado por um macho adulto.
Mal amanhece o dia, a gritaria começa. Um berro mais forte que o outro. Nada demais, dizem os naturalistas. Na mata amazônica, o despertar do bugio, considerado o bicho mais barulhento do planeta, é assim mesmo, um berreiro ensurdecedor. Lendas dos índios, os antigos habitantes dessas matas, contam que esse alarido todo é a maneira do bugio cantar um hino ao sol todos os dias. Porém os cientistas constataram que, na realidade, o guariba ou o barbado, os outros nomes do bugio, tem essa voz forte por causa de um osso pequeno, o hióide, que existe na garganta, atrás da língua. Em presença de uma ameaça, o hióide vibra muito, funcionando como uma caixa que amplia o som. Seu grito é o mais forte que existe na Terra e pode ser ouvido por mais de 16 km de distância.
Ele ganha no grito
Mas a barulheira não é apenas algazarra dessa espécie de macaco, mas a linguagem que usam para se comunicar. O barbado emite uma série de sons parecidos com uivo, latido ou gemidos, todos com significados diferentes. Um é o grito de uma mãe nervosa avisando que seu filho está perdido. Outro dá alerta de perigo e mais um informa sobre um companheiro ferido. Quando dois bandos entram em disputa pelo território, haja ouvidos! Vence sempre o que grita mais alto. O bugio adulto chega a medir 70 cm e tem um corpo forte e maciço. Sua cor varia do preto ao castanho. A cabeça grande parece maior ainda, muito mais nos machos por causa dos longos pêlos que revestem seu queixo. Sua cauda musculosa enrola-se firmemente nos galhos e funciona como se fosse mais um membro sustentando seu corpo, enquanto o barbado se alimenta de folhas e frutas. Mas infelizmente a espécie encontra-se ameaçada de extinção, principalmente devido à destruição de seu meio ambiente e da caça indiscriminada para o tráfico de animais.
Mamãe cegonha!
A história sobre a cegonha que traz os bebês ao mundo nasceu na Escandinávia, um país frio, ao norte da Europa. Como os bebês nasciam em casa, a mãe sem ter como justificar o aparecimento repentino de mais um irmãozinho, contava aos maiores que o recém-nascido fora trazido pela cegonha. E que, ainda por cima, antes de partir, a ave tinha bicado sua perna, dizia ela para explicar o descanso depois do parto. A escolha da cegonha como símbolo do nascimento aconteceu por causa da natureza dócil e protetora da ave, que dedica atenção especial e carinho às suas companheiras doentes ou mais velhas. Há ainda o fato de as cegonhas costumarem fazer seu ninho ao lado da chaminé das casas e voltarem sempre para o mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. E foi essa mistura de generosidade e fidelidade ao ninho que criou o símbolo perfeito para a chegada de mais um novo membro da família.
Rato de laboratório
Os cientistas escolhem o rato como cobaia na pesquisa de um novo medicamento não porque queira exterminar com a espécie, mas por motivos científicos.
• A fisiologia (ou como o organismo funciona) do rato é muito parecida com a do ser humano.
• A gestação é de 21 dias. Por isso, os pesquisadores podem avaliar se o remédio estudado pode afetar os fetos e, dessa maneira, conseguem colher resultados da experiência em pouco tempo.
• As fêmeas dão de três a seis ninhadas por ano. Um único casal é capaz de se desdobrar em dez gerações em apenas três anos. Por causa dessa rápida multiplicação, os pesquisadores em poucos anos poderão saber se o medicamento em questão prejudicará os descendentes do casal que serviu de cobaia.
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