Nascida nos trópicos Por causa de sua beleza, a arara azul faz parte da lista dos animais ameaçados de extinção.
Prima do papagaio e irmã das araras coloridas, a arara azul é a maior entre todas as aves da família dos psitáceos. Quando adulta, chega a ter um metro, medida que vai da ponta do bico à ponta da cauda, e pesa cerca de 1,3 kg. Mas quem a vê assim, tão vistosa, não faz idéia de quanto batalha para viver. Presente em 11 Estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, Bahia e São Paulo, até os 45 dias de vida ela corre o risco de morrer, pois não consegue se defender – veja só! – das formigas, das baratas, além de outras aves, que invadem seu ninho. Só por volta do segundo mês de vida seu frágil corpo se reveste de penas. Como se não bastasse, ainda tem de brigar com seu irmão gêmeo – em geral, cada fêmea tem dois filhos por vez – por causa da comida. Na maioria dos casos, apenas um deles sobrevive. Aos três meses, porém, ela ensaia seu primeiro vôo. Entretanto, precisa contar com a ajuda de seus pais para não morrer de fome, pelo menos até os seis meses.
Aos sete anos, está pronta para começar sua própria família. A arara azul só se acasala com um único parceiro, pois são fiéis aos companheiros que dividem com elas a tarefa de cuidar dos filhotes. Porém, antes dos filhos, o casal procura um pé de manduri, uma árvore que tem o “miolo” do tronco bem macio, cava um pequeno buraco e forra seu ninho com a serragem que retira das árvores. Depois de se alimentarem com castanhas de duas palmeiras, a acuri e a bocaiúva, ao entardecer, ambos voltam para seu ninho macio e protegido para poderem dormir em paz.
Vai um sanguinho aí?
Além de ser um alimento completo, pois contém vitaminas, açúcares e gorduras, o sangue também agrada ao paladar de muitos animais, que só se servem deles. Ah! E de quebra, é encontrado em qualquer época, esteja frio ou calor. Entre os hematófagos (nome dos que alimentam apenas de sangue) existem mamíferos como os morcegos e invertebrados, como as sanguessugas. Contudo, a maioria deles faz parte da categoria dos artrópodes (os que têm patas articuladas), como os mosquitos e os carrapatos. E esses danados descobrem que um animal – o ser humano, inclusive – é "recheado" de sangue por meio de sensores especiais em suas antenas. Além disso, a temperatura e o suor são indícios de que ali por perto tem um “prato” cheio de sua comida favorita, pronta para ser sugada.
Vôo em formação
Sabe por que aves como os gansos, pelicanos, grous e biguás voam de um lado para o outro formando um V? Porque esse tipo de formação permite que economizem energia, já que percorrem grandes distâncias. Explicando melhor: atrás do corpo da ave e, principalmente, das pontas de suas asas, a resistência do ar é menor. Por isso, dá menos trabalho voar atrás de uma companheira. Daí, a configuração em V. No entanto, quem sofre o desgaste de “furar” a atmosfera é aquela que vai à frente, o que dá para concluir que nem sempre é vantagem ser o líder. É por isso que, constantemente, a ave que está no comando vai para o fim da fila e outra toma o seu lugar. A tática é tão perfeita que foi copiada pelos aviões militares de caça. Eles só voam assim.
Sem mistérios!
Cachorro, cavalo, ovelha, morcego, até mosca dorme, sabia? Há alguns anos, os cientistas acreditavam que os insetos apenas descansavam, sem chegar a dormir de verdade. Mas uma vez por dia, as moscas também passam por várias horas de sono, quando o corpo e o cérebro desses animais permanecem adormecidos. Como os cientistas descobriram isso? Comparando as moscas criadas em laboratório com os hábitos dos seres humanos, ora. Por exemplo: só o sono tem hora marcada para aparecer, em vez de acontecer apenas após períodos de muita atividade. Somente ele diminui com a idade. Os bebês humanos, assim como os filhotes de moscas, dormem mais do que os indivíduos adultos e os “velhinhos”. Entendeu?
Nata (eca!) de leite
Você sabe por que só o leite tirado na hora forma uma camada de nata grossa que até dá para fazer manteiga? O leite é uma mistura semelhante à água na qual estão dissolvidos açúcares, sais minerais, vitaminas e outros nutrientes. Entre estes, encontra-se a gordura e a proteína conhecida como caseína, que não se dissolve em água. E é justamente a gordura a responsável pela formação da nata. Funciona assim: se o leite nãoprocessado é deixado em repouso por algumas horas, os bilhões de glóbulos de gordura que existem se colocam na parte superior do líquido e se juntam formando a nata. Já o industrializado, no saquinho ou na caixinha, não apresenta essa película, porque passa pela pasteurização, que além de matar as bactérias, ainda deixa o líquido mais homogêneo. Para isso, o leite passa por orifícios minúsculos sobre pressão, o que faz com que os glóbulos de gordura fiquem menores. Daí, quando você ferve o leite industrializado, se forma apenas uma fina película na parte de cima, que contém proteínas e cálcio, pois parte da água se evaporou por causa da temperatura.
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