Você sabia
Do outro lado do mundo
Este ano, a China vai sediar as Olimpíadas, o maior evento esportivo do planeta. Por isso mesmo, o mundo ocidental anda curiosíssimo para conhecer esse país tão fascinante e diferente da nossa cultura. Veja só:
• Sozinha, a China tem duas vezes mais gente do que a Europa inteira. O número estimado é de um bilhão e duzentos milhões de pessoas, gente que não acaba mais. Tanto é que um entre cinco habitantes do planeta vive lá. Para você imaginar melhor: se o mundo fosse uma única rua, um em cada cinco vizinhos seria chinês.
• Por causa da superpopulação, cada casal só pode ter um filho. Mas, se o primeiro for menina, pode-se tentar de novo.
• Com quase 3.000 km de extensão, a Muralha da China, única obra feita pelo homem que pode ser vista do espaço, começou a ser construída em 200 a.C. e completa atualmente 2.200 anos de vida. Sua construção envolveu mais de um milhão de pessoas. Em alguns trechos de suas imensas escadarias, o visitante só consegue subir os degraus de quatro, com as mãos no chão.
• Li é o sobrenome mais comum do mundo. Só na China existem 87 milhões deles.
• Na China, as ruas são extensões das casas. Ali as pessoas se alimentam, dormem, cortam o cabelo, fazem massagem, Tai-Chi- Chuan e até dançam.
• Comer, não importa o que for, tem um significado especial para os chineses. Tanto é que em mandarim, um dos dialetos que se fala por lá, a típica saudação de bom dia significa, literalmente, uma pergunta: “Você já comeu hoje?”.
• A arte de empinar pipas é tradicional na China. |
Tem cada uma
• Thomas Alva Edison só inventou a lâmpada porque tinha acluofobia, que é um medo exagerado da escuridão.
• No antigo Egito, quando morria um gato, seus donos depilavam as sobrancelhas em sinal de luto.
• Uma vez por ano, os babilônios leiloavam moças bonitas, que casavam com os homens que tinham oferecido mais dinheiro por elas. O curioso, porém, é que o dinheiro arrecadado no leilão era doado às moças feias. Assim, elas também poderiam arrumar maridos.
• O rei Carlos VII, da Espanha, parou de comer por medo de morrer envenenado. Adivinhe o que aconteceu? O pobrezinho morreu, mas de tão fraco que ficou. |
O Club dos Comedores de Gororoba
Você já imaginou um clube em que os associados se deliciam com um jantar de fim de ano feito na base do grilo assado, tortilha de escorpião e larvas de besouro com creme? Pois ele existe (mas aqui ninguém é louco de dar o endereço). O melhor é que todo mundo come sem fazer careta! Mas nem sempre o final desses jantares é feliz. No fim de 2001, muitos convidados acabaram intoxicados por causa de um tempura, uma fritura deliciosa da cozinha japonesa, feita com tarântulas, uma aranha pra lá de venenosa. Alguns integrantes fazem pressão sobre o chef de cozinha para incluir no cardápio o peixe japonês fugu, um minúsculo tipo de baiacu que, o que tem de pequeno tem de meligno! O raio do bichinho possui uma glândula com um dos venenos mais poderosos do mundo. Se o cozinheiro não souber limpar o peixe, é bom dar adeus à vida enquanto é tempo! |
Oxente, bichinha!
Se você é da Bahia, sabe que esta é uma expressão empregada, principalmente, quando a pessoa está admirada com o que está vendo ou escutando. Como essa, existem várias outras usadas pelo maravilhoso povo baiano. Muitas não saíram do Estado. Outras, entretanto, caíram na língua do brasileiro de norte a sul. Veja só:
• Abestalhado: bobo
• Abilolado: maluco
• Abusar: perturbar. Exemplo: “Mainha, mande Maria parar de me abusar”.
• Argola: qualquer tipo de brinco
• Arrastar asa (essa você conhece): dar bola para alguém.
• Avexado: apressado
• Bater a caçuleta: morrer
• Bestagem: bobagem, babaquice
• Chegue!: venha cá.
• De botuca: ficar de olho.
• Gastura: nervoso.
• Lambisgóia: mulher magrinha e sem graça. |
É do Rio Grande do Sul, tchê!
Se seu amigo gaúcho avisa que vestirá uma pilcha, a partir de agora não precisa fazer cara de paisagem por não saber do que se trata. Pilcha, na verdade, é a indumentária gaúcha tradicional, utilizada por homens e mulheres de todas as idades. É a expressão da tradição, da cultura e da identidade própria do povo gaúcho. Veja alguns itens que compõem a típica pilcha masculina:
Bombachas: calça de origem turca, usada pelos pobres na Guerra do Paraguai. Em geral são largas com dois imensos bolsos nas laterais.
Lenço: no pescoço, de uma ou duas cores, em xadrez miúdo e mesclado. Na cor vermelha, branca, azul e amarelo. Os homens que estão de luto preferem o preto.
Pala: é uma espécie de capa de origem indígena que é feito de lã ou algodão para proteger do frio e da chuva. De seda ajuda a afastar o calor.
Bota: essa você conhece. Só não sabe que o uso de botas brancas é proibido por lei na região.
Guaiaca: um tipo de cinto para guardar moedas, palhas e fumo, cédulas, relógio e até pistola.
Esporas: usadas em cima das botas para cutucar de leve os cavalos e fazê-los andar rápido.
Chapéu e barbicacho: para proteger o gaúcho do sol. O barbicacho serve para prender o chapéu embaixo do queixo. |